Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
25/09/13 às 21h14 - Atualizado em 25/09/13 às 21h27

Dia de consagração no Festival do Cinema Brasileiro de Brasília

COMPARTILHAR

O tradicional Festival de Cinema apresenta os filmes e artistas premiados na mostra competitiva

O 46º Festival do Cinema Brasileiro de Brasília premiou, na noite desta terça-feira (24), o filme Exilados do Vulcão, de Paula Gaitán, como melhor filme da mostra competitiva. A produção conta a história de uma mulher que busca o homem que um dia amou e usando como pistas uma pilha de fotografias e um diário.

“As comissões de seleção se pautaram por cineastas importantes e também novos cineastas, mas com filmes bastante personalistas. Filmes em que os responsáveis quiseram passar uma coisa muito particular deles, e isso, logicamente, provoca uma divisão no público”, explicou Sérgio Fidalgo, coordenador do festival.

O secretário de Turismo do Distrito Federal, Luis Otávio Neves prestigiou a entrega dos prêmios e reforçou a importância do Festival para a cidade. “É importante ver produções cinematográficas que consagram a capacidade de Brasília em abrir espaço para a arte”

“Não é um filme tradicional do ponto de vista narrativo. Mesmo sendo um filme aparentemente longo, tem a capacidade de contagiar o público de maneira muito forte”, disse Paula Gaitán, emocionada, lembrando o carinho que recebeu da plateia após a projeção.

Outros longas-metragens também se destacaram na premiação. Os Pobres Diabos, de Rosemberg Cariry, conquistou o Prêmio TV Brasil e o prêmio do júri popular. Os adolescentes, Pedro Maia e Miguel Arraes, ganharam respectivamente os prêmios de melhor ator por Depois da Chuva e o troféu de melhor ator entre os curtas.

O prêmio de melhor ator coadjuvante, no entanto, foi póstumo, para o veterano Carlos Reichenbach, de Avanti Popolo, que superou também fortes concorrentes.

O divertido Amor, Plástico e Barulho, de Renata Pinheiro, levou os dois prêmios de melhor atriz de longa-metragem. Maeve Jinkings levantou o troféu de atriz principal e Nash Laila levou o de coadjuvante. “É uma honra tamanha receber esse prêmio, não consigo imaginar honra maior. O Festival de Brasília é o melhor do país. Privilegia um cinema que busca linguagens novas, um cinema de tomada de risco, que não visa ao mercado e sim se expressar”, disse a brasiliense Maeve à Agência Brasil.

Tiago Campos saiu do Cine Brasília com o troféu de melhor longa-metragem documentário, por O Mestre e o Divino. O filme foi exibido no segundo dia da mostra competitiva e agradou ao público. Entre os curtas, o grande vencedor da categoria ficção foi Lição de Esqui, de Leonardo Mouramateus e Samuel Brasileiro. Entre os documentários, Contos da Maré, de Douglas Soares, superou os concorrentes com lendas contadas por antigos moradores de uma comunidade do Rio de Janeiro, em uma narrativa simples e cativante.

Durante os seis dias do festival, o público que foi ao Cine Brasília viajou por diversos mundos, conheceu culturas diferentes e redescobriu o Brasil. O que se viu na capital federal, com sessões praticamente lotadas todos os dias, foi a consagração da diversidade. Como o coordenador do festival, Sérgio Fidalgo, havia antecipado, os filmes selecionados provocariam algum sentimento em quem assistisse à mostra.

Com informações da Agência Brasil