Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
12/08/13 às 18h54 - Atualizado em 12/08/13 às 19h05

Maior São João do Cerrado reuniu cerca de 800 mil pessoas no Ceilambódromo

COMPARTILHAR

A sétima edição do festival promoveu cerca de duzentas horas de forró para o público

O Maior São João do Cerrado leva mais de 800 mil pessoas à Ceilândia, entre os dias 7 e 11 de agosto, consagrando-se como polo de Turismo e enaltecendo a cidade mais nordestina do Distrito Federal, no coração do Brasil.

Para encerrar com chaves de ouro a programação do Maior São João do Cerrado, o tradicional grupo de Brasília Trio Siridó subiu ao Palco Principal para gravar o DVD de quarenta anos de carreira do pioneiro do ritmo nordestino no Distrito Federal. Em seguida, a banda da cidade Só Pra Xamegar animou o público. O festival terminou às 01h e 30min da manhã com show de Wesley Safadão e Garota Safada e contou, ao longo dos cinco dias, com um público de pouco mais de 800 mil pessoas.

No sábado a atração mais esperada da noite foi a paraibana Elba Ramalho, madrinha do evento, que participa desde a primeira edição do projeto. A cantora ficou tão impressionada com a ornamentação deste ano que fez questão de elogiar a produção do festival durante sua apresentação:”os outros que me desculpem, mas este é o São João mais lindo do Brasil”. Sua empolgação contagiou o público, que dançou o show inteiro.

Antes de Elba, tocaram Bob Nickson que gravou o primeiro DVD da carreira, o rapper RAPadura e a banda Nega Malluka, também gravado seu primeiro trabalho audiovisual. O sanfoneiro nordestino Amazan encerrou a noite lembrando as vaquejadas do Nordeste com seu ritmo de aboio e emboladas.

O pernambucano Alceu Valença emocionou a todos no terceiro dia de evento. Com seu forró que passeia pelos estilos xote, baião, embolada e repente, tocou também canções de Dominguinhos, um dos incentivadores do Maior São João do Cerrado. Adelmário Coelho e Nilson Freire foram as atrações anteriores, assim como Flomulengo, que escolheu o palco do festival para o lançamento de seu primeiro álbum, intitulado Identidade Nordestina.

Um dos momentos mais esperados, a gravação do sétimo DVD da Banda Calypso, aconteceu na quinta-feira, com as participações especiais dos cantores Amado Batista e Reginaldo Rossi. Com transmissão diária ao vivo pelo G1, os links dos shows do dia 8 (de agosto) tiveram mais de 31 mil acessos.

A banda atraiu 250 caravanas de diversos estados brasileiros e de outros países para a gravação do DVD. Antes dos anfitriões, a noite contou com os shows de Geraldinho Lins, um dos mais elogiados pelo público, e da banda Karisma. No total, estima-se um público de quase 100 mil pessoas.

O primeiro dia do festival teve recorde de público recorde, atingindo a marca de aproximadamente 150 mil pessoas, em plena quarta-feira, com o show da banda cearense Aviões do Forró, precedida pelos grupos Boka de Sergipe e Mala 100 alça.

Um espetáculo à parte, o balé oficial do Maior São João do Cerrado Flor do Cerrado – formado por dez casais e sob coordenação do coreografo Willy Costa – se apresentou todas as noites no Palco Principal e encantou a plateia com sua técnica, beleza e ritmo. Além disso, nesta edição o balé também integrou a decoração do casamento coletivo, surpreendendo a todos e embelezando ainda mais a cerimônia.

A sétima edição do festival promoveu cerca de duzentas horas de forró para o público, nas ilhas Xamego Bom, Rala Bucho e Rabo de Saia. O evento contou com a participação e 80 pessoas em cada quadrilha junina, 28 pessoas por artista nacional e uma média de dez para cada grupo que se apresentou nas ilhas.

O festival também realizou a 8ª edição do Arraiá Brasil, com a participação das oito quadrilhas vencedoras das etapas regionais do concurso da Confederação Brasileira de Quadrilhas, a Confebraq. No sábado, a emoção tomou conta das famílias na solenidade do Casamento Coletivo, que oficializou a união de 100 casais, entre elas uma homoafetiva.

Uma festa familiar

As atrações da Praça do Mamulengo, do Circo, e do Parque de Diversões, voltadas para toda a família, incluindo o público infanto-juvenil, foram as preferidas das crianças. “Recebemos muitos pedidos para abrirmos estas atrações mais cedo no próximo ano e vamos avaliar a possibilidade”, disse Junior Enódio Abreu, produtor cultural.

“O Maior São João do Cerrado foi um sucesso, em público e em atrações incríveis. É, sem dúvida, o maior festival brasileiro pelo resgate da cultura nordestina e enaltece a cidade de Ceilândia, a mais nordestina do Distrito Federal, situada no coração do Brasil”, avaliou Edilane Oliveira, a idealizadora do festival.

A produtora lembrou que há alguns anos a cidade era vista com preconceito e atualmente é palco do maior são joão fora de época do Brasil, atraindo públicos de outros estados e até do exterior, além de autoridades, esquentando o comércio local e fomentando o Turismo.

Na alimentação estima-se que foram consumidas 500 mil refeições, além de 2 milhões de bebidas, gerando um total de cerca de 70 toneladas de resíduos destinados à reciclagem (entre latas de alumínio, garrafas PET, pratos e copos plásticos), que são reaproveitados em elementos decorativos em futuras edições ou distribuídos entre diversas cooperativas de catadores, que também são beneficiadas com a perspectiva de sustentabilidade da organização do evento.