Governo do Distrito Federal
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22/11/21 às 10h57 - Atualizado em 22/11/21 às 10h57

Cavalgada marca entrega da reestruturação da Rota do Cavalo

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Dirigentes do GDF, empresários da região, amazonas e cavaleiros da comunidade marcharam em 76 cavalos num percurso total de 7,5 km. A ação visa dar visibilidade às experiências que o turismo rural proporciona

 

1ª Cavalga da Rota do Cavalo com a participação da secretária de Turismo, Vanessa Mendonça, da presidente da Emater, Denise Fonseca, e de cavaleiros e de amazonas. Foto: Renato Braga/Setur-DF

 

A tradicional Rota do Cavalo existe há 30 anos. Mas, a manhã deste sábado entrará para a sua história como início de nova trajetória. A Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF) e a Associação da Rota do Cavalo (Eco-Rota) coordenaram a  1ª Cavalgada da Rota do Cavalo para entregar a reestruturação de um percurso de 25 km ao longo da DF-440. Ao todo, 76 cavalos montados por dirigentes do GDF, empresários, amazonas e cavaleiros da região percorreram 7,5 km da rota. A ação teve o objetivo de dar visibilidade às experiências turísticas, em diversos segmentos, que a região oferece, como ecoturismo, aventura, esporte, lazer, gastronomia, tendo o cavalo como conector de todas elas.

 

A secretária de Turismo do DF, Vanessa Mendonça, a presidente da Emater, Denise Fonseca, a presidente e a coordenadora de Turismo da Eco-Rota, Rafaela Massouh e Heron Garcia, respectivamente, o presidente da Ruraltur, Fernando Mesquita, o assessor especial do GDF, Marcelo Piauí, proprietários de haras da região e muitos praticantes do turismo equestre se reuniram no Haras Quinta da Figueira para início da cavalgada, que terminou no Haras Unidas.

 

Secretária de Turismo, Vanessa Mendonça, presidente da Emater, Denise Fonseca, proprietários do Haras Quinta da Figueira e dirigentes da Associação da Rota do Cavalo se prepara 1ª Cavalga da Rota do Cavalo. Foto: Renato Braga/Setur-DF

 

A secretária de Turismo do DF, Vanessa Mendonça, disse que a Rota do Cavalo se torna realidade em função de um esforço concentrado, que partiu do desejo do governador Ibaneis Rocha, ainda em 2019, de ampliar o turismo rural no DF, pois seria uma forma de levar desenvolvimento e gerar renda na área rural.

 

“Foi uma grande ação conjunta que teve a participação da Eco-Rota, da Emater, da Secretaria de Agricultura, do Departamento de Estrada de Rodagem do DF (DER/DF), do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), da Novacap, dos proprietários de haras e demais empresários da região. Todos nos juntamos, sob a coordenação da Secretaria do Turismo e da Eco-Rota, para a realização de ações concretas com o objetivo de qualificar, estruturar e promover a Rota do Cavalo. Hoje estamos transformando um roteiro em um produto maravilhoso para a nossa população e para os visitantes. O que os empresários fazem no setor equestre, na criação dos cavalos e todas as experiências decorrentes, pois o cavalo é um conector de experiências turísticas, como aventura, lazer, esporte, gastronomia e ecoturismo”, afirmou a dirigente.

 

 

1ª Cavalga da Rota do Cavalo com a participação da secretária de Turismo, Vanessa Mendonça, da presidente da Emater, Denise Fonseca, e de cavaleiros e de amazonas. Foto: Renato Braga/Setur-DF

 

Para a presidente da Emater, Denise Fonseca, “a palavra do dia é gratidão porque a Rota do Cavalo já existia, mas só este governo está dando a visibilidade que impacta realmente”.

 

“A nossa área rural é muita rica, temos a rota do cavalo, temos cachoeira, temos tanta coisa para oferecer ao brasiliense e muitos nem sabem. Agora estamos mostrando para toda a população. E não é só turismo, também é agricultura, é pecuária e estamos aqui fomentando a cadeia da agricultura. Todo dia o governador nos pede para gerarmos emprego e renda e estamos aqui com esse objetivo. Contem com a Emater e a Secretaria de Turismo andando lado a lado com a população”, afirmou Denise Fonseca.

 

Participantes da 1ª Cavalgada da Rota do Cavalo chegam ao Haras Unidas. Foto: Renato Braga/Setur-DF

 

“A Rota do Cavalo precisa de divulgação. Esta cavalgada traz as lentes para dar visibilidade a ela. Isso é um espaço de família, de esporte, de turismo e precisamos de divulgação de qualidade como esta. Agradeço a Secretaria de Turismo, aos órgãos do GDF, ao governador que nos entregou a ponte sobre o Córrego do Meio, muito importante para nossa comunidade. Agora temos um percurso que pode realmente ser feito montado a cavalo”, falou o proprietário do Haras Quinta da Figueira, Edgard Santos.

 

Rafaela Massouh é presidente da Eco-Rota e filha da Rota do Cavalo. A família mora há mais de 40 anos e possui empreendimentos ao longo do percurso. Para ela, o dia é de comemoração. “É muito bom a gente chegar até aqui vendo como a Secretaria de Turismo nos estendeu a mão, entregando a sinalização. O DER, o SLU, o GDF trouxe muitas melhorias para a nossa região. Queremos contribuir abraçando a Rota do Cavalo por meio dos investimentos que podemos para estruturar e qualificar os nossos empreendimentos”.

 

O assessor especial do GDF, Marcelo Piauí, destacou que a região vive um momento histórico. “As vezes fazemos história e nem sempre sabemos que estamos fazendo história. A história da Rota do Cavalo está sendo reescrita pela união dos empreendedores locais junto com o governo do Distrito Federal”, disse.

 

Reetruturação

 

Placa sinalizadora da Rota do Cavalo. Foto: Renato Braga/Setur-DF

 

A Secretaria de Turismo, desde 2019, está coordenando as ações de reestruturação que a Rota do Cavalo precisava para ganhar projeção no DF e Entorno como uma opção de oferecer experiências turísticas únicas, a partir do turismo equestre. Para isso, contou com a parceria da Eco-Rota, dos empresários da região e de diversos órgãos do GDF.

 

O trabalho envolveu a realização de cinco oficinas de capacitação para a comunidade com o objetivo de impulsionar o Turismo. A 1ª oficina foi focada na sensibilização da comunidade, com a apresentação do Plano de Trabalho e entrega do protótipo das placas de sinalização instaladas na Rota do Cavalo. A 2ª oficina focou na Capacitação e Treinamento. Houve, ainda as oficinas de Sinalização e Segurança, a de Sustentabilidade e a de Formatação de Experiências. Ao todo, 250 pessoas participaram das oficinas.

Acatando as orientações dos empreendedores locais, foram instaladas 41 novas placas sinalizadoras. Além disso, o DER construiu uma ponte sobre o Córrego do Meio, atendendo um antigo pleito dos moradores da região. Agora todo o trajeto ao longo dos 25 km pode ser feito a cavalo.

 

Para a coordenadora de Turismo da Eco-Rota, Heron Garcia, “é um privilégio estar aqui hoje fazendo esta entrega, tanto para mim que estou na região há mais de 12 anos e sabendo de tantas famílias que estão há 40 anos. Estou aqui como voluntária desde o primeiro dia, amando e acreditando que o turismo move, transforma pessoas, o comércio local, os empreendedores. O Cavalo puxa, tem uma força de atração ofertando um contato com a natureza a menos de 25 km do Plano Piloto. A paixão pelo cavalo provoca essa ação linda que está acontecendo aqui hoje”.

 

A Rota do Cavalo está a 30 km do Plano Piloto e possui aproximadamente 25 km de extensão ao longo da DF-440. O percurso abriga haras, ranchos, restaurantes com comidas típicas, lojas de artesanato, quiosques, fazendas e centros de hipismo. Além disso, a região é um grande pulmão do DF, além da vegetação, abriga os rios Ribeirão Sobradinho, Córrego do Meio e Indaiá.

 

Impacto econômico

 

Secretária Vanessa Mendonça com o barbeiro de fé, Juscivênio Rodrigues. Foto: Renato Braga/Setur-DF

 

O proprietário do Bar e Mercearia Serve Bem, Vanderlon de Carvalho, o Pretinho, disse que a Rota do Cavalo tem representado a realização de um sonho. “Depois que começaram as obras de estruturação e as oficinas de qualificação, o faturamento do bar dobrou e há um ano e meio consegui abrir mais duas lojas voltadas para a agropecuária”, contou.

 

Já Juscivênio Rodrigues, dono do Barbeiro de Fé, fez todas as oficinas oferecidas pela Setur-DF. “Eu aprendi nas oficinas que deveria usar um estilo visual mais rústico para seguir a linguagem rural. Por isso, usei “pallets” de madeira para revestir parte da parede da barbearia. Além disso, aprendi muito sobre como atender bem a minha clientela. Estou muito feliz, a loja está cada dia mais cheia”, disse o barbeiro de fé.

 

A coordenadora de Turismo da Eco-Rota, Heron Garcia, afirma que a maior infraestrutura realizada no percurso tem sido muito importante para fortalecer o olhar sobre o turismo local. Os empreendedores, do comércio local aos haras, são os guardiões da Rota do Cavalo. Fazemos a conexão entre a cidade e o campo de uma forma muito sustentável. Além disso, o desenvolvimento econômico e a geração de emprego e renda é cada vez mais crescente.

 

O proprietário do Haras Unidas, Alonso Tarifa, está na região há nove anos, mas somente há pouco mais de um investiu na Escola de Equitação Rota do Cavalo. “A escola só pode acontecer em função da demanda aumentada com os investimentos que a região tem recebido nos últimos dois anos e meio”, declarou.